03/08/11

15 Mandamentos da Cortesia ao Volante

1. Não utilizarás o veículo como instrumento de ameaça ou de agressão.
2. Se conduzires, não consumirás bebidas alcoólicas ou produtos que alterem o teu estado normal de consciência.
3. Darás sempre prioridade aos peões, mesmo fora das passadeiras ou antes de nelas entrarem.
4. Zelarás pelo transporte seguro dos ocupantes do teu veículo, em especial das crianças.
5. Aceitarás o ritmo de condução dos outros condutores e respeitarás os limites de velocidade legais.
6. Não utilizarás o telemóvel durante a condução.
7. Não estacionarás onde prejudicares a passagem e visibilidade dos peões, em especial crianças, idosos e deficientes.
8. Vigiarás o estado do veículo de modo a contribuir para a segurança e respeito de todos os utentes das estradas.
9. Não perderás a paciência quando a via se encontrar obstruída e não impedirás a ultrapassagem por outro veículo.
10. Pararás sempre nos sinais de Stop e abrandarás com o aparecimento da luz laranja.
11. Não estacionarás nas passadeiras de peões, faixas BUS, lugares de deficientes, e saídas de emergência.
12. Manterás a calma quando circulares atrás de um veículo de instrução.
13. Reduzirás a velocidade em locais de transito de peões.
14. Em auto-estrada ou via rápida, não conduzirás encostado à traseira do carro que circula à tua frente.
15. Adequarás a tua condução às condições atmosféricas e condições da via.

Fonte: Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados.

05/07/11

SOBRE O JURAMENTO HIPOCRÁTICO

Hipócrates de  Cós (460-377 a.C.) é considerado o maior dos médicos da Antiguidade e mesmo o pai da medicina. No entanto, pouco sabemos acerca da sua vida, a não ser que possuía uma mente de génio e um acutilante espírito de observação. Sabe-se que formou provavelmente a primeira Faculdade de Medicina de que há memória, juntando à sua volta um grupo de alunos interessados na arte médica. O contributo fundamental de Hipócrates para a medicina deve-se à coletânea de textos que lhe são atribuídos (embora muitos, se não todos, tenham sido escritos pelos seus discípulos), que abordam questões de ordem clínica, ética e profissional da prática médica. Mas a sua influência mais marcante reside no denominado Juramento Hipocrático, que modificou radicalmente os conceitos básicos da medicina da Antiguidade. O Juramento de Hipócrates, embora de raízes pagãs, foi posteriormente adotado na Europa ocidental, pois os seus princípios coincidiam com os do cristianismo, bem como pelos árabes e, mais tarde, pelos eruditos do Renascimento.
 
Os historiadores sugerem que um dos fatores responsáveis pela criação deste Juramento era a atitude de suspeição generalizada dos médicos, prevalente na sociedade de então. Os médicos gregos possuíam um conhecimento vasto de uma panóplia de remédios, poções e venenos letais; tinham acesso às residências particulares e efetuavam observações íntimas e procedimentos estranhos na privacidade do lar; e eram também sabedores de muitos segredos e confidências pessoais dos seus doentes. Não será por isso de estranhar que fossem encarados com alguma desconfiança pela sociedade.
 
O código ético definido neste documento só faz sentido à luz do compromisso triplo do médico para com o seu mestre (que o introduziu na arte da medicina), para com os seus doentes e, acima de tudo, para com o(s) seu(s) Deus(es). O ensino da medicina só seria outorgado aos alunos que assumissem o compromisso de obedecerem aos valores expressos no Juramento.
 
A ética hipocrática é, pois, claramente teísta, o que torna o Juramento um código de conduta absoluto e “não-negociável”. O médico não obedece a este sistema de valores apenas porque prometeu ao seu mestre fazê-lo, ou por estar pessoalmente convencido que determinada ação é incorreta, mas sim porque prometeu a(os) Deus(es) cumpri-lo, e esse compromisso solene é irrefutável.
 
O Juramento contém certos princípios éticos fundamentais, nomeadamente de beneficência, não-maleficência, competência e confidencialidade, integridade, bem como proibições claras contra a prática do aborto, da eutanásia ou de comportamentos indignos com os doentes. Exorta também o médico a exercer a sua arte com pureza e honestidade, defendendo assim claramente uma ética das virtudes.
 
[Excerto do artigo “Em Defesa de Uma Medicina Hipocrática”, que publiquei na revista Arquivos de Medicina, vol. 14, pp. 174-176, 2001]

04/07/11

O JURAMENTO HIPOCRÁTICO


Juro por Apolo médico, por Esculápio, Higeia e Panaceia, e tomando por testemunhas todos os deuses e deusas, que cumprirei com todas as minhas posses e em plena consciência os seguintes preceitos: respeitarei os meus mestres tanto como os meus progenitores, partilhando com eles os meus bens, se necessário for; cuidarei dos seus descendentes como meus irmãos e ensinar-lhes-ei esta arte, se assim o pretenderem, sem receber qualquer pagamento e sem restrições; deixarei participar das lições orais e da prática médica em primeiro lugar os meus filhos, os filhos dos meus mestres e depois aqueles que, por compromissos e juramentos, se declarem meus discípulos e acatem as regras da profissão, e a mais ninguém além deles. Prescreverei aos enfermos, segundo o melhor juízo e o meu saber, o regime conveniente para seu benefício, preservando-os de qualquer dano. Defender-me-ei das súplicas e dos agrados de quem quer que seja para lhes ceder venenos que possam causar a morte, nem tomarei a iniciativa de tal sugestão. Do mesmo modo, não fornecerei às mulheres meios de impedir a concepção ou o desenvolvimento da criança. Em todas as circunstâncias exercerei a minha arte com pureza e honestidade. Não ousarei praticar a operação da pedra, mesmo nos enfermos em que a doença seja manifesta, confiando-os aos que se ocupem especialmente dessa prática. Em qualquer lar em que entre, terei apenas em mira o proveito dos doentes, abstendo-me de toda a acção prejudicial e corruptora, sobretudo quanto a voluptuosidade nos contactos com homens ou mulheres, sejam livres ou escravos. Tudo do que tiver dado fé, durante a cura ou fora dela, na vida familiar, conservá-lo-ei secreto, se não me for permitido divulgá-lo. Se eu mantiver e observar este juramento com fidelidade, que me sejam concedidas vida afortunada e honra na profissão, e que a minha fama se propague entre os homens e perdure no tempo; mas se eu me desviar dele ou o violar, que a sorte me seja adversa.
 
[Fernando Namora, in Deuses e Demónios da Medicina. Vol. 1. Ed. Círculo de Leitores, 1977].

10/06/11

SOBRE O BEM E O MAL

Para que o mal floresça é apenas necessário que os homens de bem nada façam.

Edmund Burke (1729-1797)

All that is necessary for evil to triumph is for good men to do nothing.

03/06/11

SOBRE O SENTIDO DA VIDA

A partir de hoje e durante algumas semanas irei partilhar semanalmente às sextas uma frase célebre para reflexão, em português e inglês.
Começo com Martin Luther King, o pastor baptista e activista dos direitos dos negros nos Estados Unidos, na década de cinquenta e sessenta do século XX, prémio Nobel da Paz em 1964 e assassinado quatro anos mais tarde.

A questão mais persistente e urgente da vida é: o que estás a fazer pelos outros?

Martin Luther King (1929-1968)

Life's most persistent and urgent question is: What are you doing for others?

23/05/11

10 CONSELHOS PARA CONTROLAR O STRESS

Na União Europeia, o stress é atualmente o segundo problema de saúde mais comum relacionado com o exercício de uma profissão, a seguir às dores lombares. Afeta também a vida familiar e é uma causa reconhecida de várias doenças físicas e mentais. Enquanto as férias não chegam, deixamos-lhe 10 conselhos para o controlar.
 
1. Procure entender o que lhe causa stress, ou seja, a que é que é mais particularmente sensível. Só reconhecendo conscientemente o que mais o afeta pode tentar evitá-lo, ou conseguir ajudas e construir defesas.

2. Arranje algum tempo para si, seja você mesmo. Diariamente, semanalmente ou mensalmente, dentro das suas possibilidades, guarde algum tempo para se conhecer a si próprio e pensar na sua vida.

3. Procure realizar os seus objetivos, mas avalie as suas possibilidades ou dificuldades: não  exija de si o que não pode dar, nem deixe que outros o exijam. Reconheça os seus limites e não hesite em pedir ajuda concreta, quando em stress excessivo, à sua rede de amigos, às redes de apoio comunitário, ao seu médico de família ou mesmo a um especialista.

4. Não reprima os seus sentimentos, emoções ou opiniões. Não guarde raiva nem rancor. E não deixe os seus problemas em suspenso: procure resolvê-los.

5. Procure gerir o seu tempo e saiba aquilo que tem de enfrentar diariamente, se não conseguir prevenir ou evitar as situações que lhe causam stress, e de modo algum pense acabar totalmente com ele! Um pouco de stress e emoção parecem ser essenciais nesta vida mas como diz o povo "tudo o que é demais é erro”.

6. Pare e reflita se começar a sentir-se irritado ou fatigado quando acorda, se tem insónias ou ansiedade: interrogue-se sobre o seu estilo de vida e o que pode fazer para o corrigir. Um conselho: use o seu sentido de humor face a determinadas contrariedades.

7. Aprenda a quebrar a tensão recorrendo à atividade física diária, pelo menos um pequeno passeio a pé, ginástica ou outros desportos (p.e. ténis, ciclismo, natação) para espairecer.

8. Não se esqueça de que um dos perigos do stress está em facilitar acidentes, de toda e  qualquer espécie: no trabalho ou no lazer, no desporto ou na condução.

9. Coma devagar uma alimentação equilibrada. É importante que esteja bem alimentado, sem  excessos. É importante que pare para comer, e, se possível, faça um pequeno passeio a seguir.

10. Os Centros de Convívio ou de Acolhimento, de Igrejas, de Autarquias ou de ONGs,  representam ajuda importante para o combate ao isolamento e ajuda para vencer o stress e a angústia que se lhe associam. Isto sem esquecer os seus amigos e familiares. Fortaleça todas as relações.

Fonte: Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva.

13/05/11

POEMA DE FERNANDO PESSOA




A Criança Que Ri na Rua

A criança que ri na rua,
A música que vem no acaso,
A tela absurda, a estátua nua,
A bondade que não tem prazo

Tudo isso excede este rigor
Que o raciocínio dá a tudo,
E tem qualquer cousa de amor,
Ainda que o amor seja mudo.


ENGLISH VERSION

The Child That Laughs In The Street

The child that laughs in the street,
The song one hears by chance,
The absurd picture, the naked statue,
Kindness without limit

All this exceeds the logic
Imposed on things by reason,
And it all has something of love,
Even if this love can't speak.

10/05/11

PARA REFLEXÃO

«Quando, terminado o antigo 5.º ano, fui chamado a optar por que porta haveria de entrar no ensino superior (e, supostamente, na “vida”), tinha 15 anos e a cabeça e o coração cheios de livros onde, na última página, ou no último quadradinho, o Bem triunfava sempre, gloriosamente, sabre o Mal. Nos meus desmesurados sonhos adolescentes, a Lei era então uma espécie de gládio que os meus heróis (Perry Mason, Rip Kirby, Lone Ranger ... ) brandiam sobre os maus em defesa dos justos e dos desamparados. Por isso, contra tudo e contra todos, meti-me alvoroçadamente (“cantando e rindo” e “torres e torres erguendo”, dizia o hino) a caminho da Faculdade de Direito.
  
Na Faculdade descobri, porém, algo terrível: que Direito e Justiça eram completos desconhecidos um do outro, quando não inimigos irreconciliáveis. E que juízes, e advogados, e detectives, não eram, afinal, almas puras e justiceiros implacáveis como nos livros mas tão-só meros funcionários, frequentemente medíocres, frequentemente torpes. E, pior, que nos tribunais, como na “vida”, a lei está quase sempre do lado dos poderosos e dos maus».

Manuel António Pina, in Revista Visão, 12.12.2002.

02/05/11

RECIDIVA DE VARIZES

A recidiva ou reaparecimento de varizes, após tratamento cirúrgico, é um problema que se coloca com frequência ao cirurgião vascular. Representa mais de 20 % das cirurgias realizadas para correção de varizes dos membros inferiores.
 
São várias as causas responsáveis pela recidiva de varizes. As mais comuns são cirurgias anteriores incompletas ou inadequadas à situação clínica; intervenções realizadas sem se solicitar um ecodoppler venoso; ecodoppler’s mal executados ou desactualizados, induzindo o cirurgião em erro; marcação incorrecta ou insuficiente das varizes no dia da cirurgia; ou o desenvolvimento de novas varizes (neovascularização) no tecido cicatricial.

O aparecimento de novas varizes em áreas anatómicas não operadas não constitui uma verdadeira recidiva mas deve-se à cronicidade da doença venosa. Deste modo, é importante um acompanhamento regular, pelo cirurgião vascular, de todos os doentes operados às varizes, para permitir o diagnóstico de alguma anomalia numa fase inicial. A deteção precoce de novas varizes permitirá um tratamento mais simples e menos invasivo, muitas vezes sem recurso a nova cirurgia.