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26/05/14

ESTAR SENTADO É MAU PARA A SAÚDE

São bem conhecidos os inúmeros benefícios do exercício físico. Mas estudos recentes revelam que o próprio facto de se estar sentado muitas horas por dia tem consequências negativas para a saúde, mesmo que se procure compensar essa mobilidade reduzida com a prática desportiva. Parece que a solução passa por encontrarmos formas ativas de exercitar os músculos durante os longos períodos em que permanecemos sentados, como recomendam os seguintes vídeos.
  



14/05/14

DESPORTO E ATIVIDADE FÍSICA


A atividade física e os desportos saudáveis são essenciais para a saúde e bem-estar. A evidência científica e a experiência disponível mostram que a prática regular de atividade física e o desporto beneficiam, quer fisicamente, quer socialmente, quer mentalmente, toda a população, de todas as idades, incluindo pessoas com incapacidades.

A atividade física reduz o risco de morte prematura; diminui o risco de morte por doenças cardíacas ou acidente vascular cerebral, que são responsáveis por 1/3 de todas as causas de morte; reduz o risco de doenças cardíacas, cancro do cólon e diabetes tipo 2; ajuda a prevenir/controlar a hipertensão, que afeta 1/5 da população adulta mundial; ajuda a controlar o peso e diminui o risco de obesidade; ajuda a prevenir a osteoporose, reduzindo o risco de fratura do colo do fémur; reduz o risco de desenvolver dores lombares; favorece o crescimento e manutenção de ossos, músculos e articulações saudáveis; promove o bem-estar psicológico e diminui o stress, ansiedade e depressão; ajuda a prevenir e controlar comportamentos de risco (como tabagismo, alcoolismo, toxicofilias, alimentação não saudável e violência), especialmente em crianças e adolescentes.

Os benefícios para a saúde geralmente são obtidos através de pelo menos de 30 minutos de atividade física diária moderada. Este nível de atividade pode ser atingido através de atividades físicas agradáveis, tais como caminhar para o local de trabalho, subir escadas, jardinagem, dançar e muitos outros desportos recreativos. As crianças e adolescentes necessitam de 20 minutos adicionais de atividade física vigorosa, 3 vezes por semana, enquanto que o controlo do peso corporal requer pelo menos 60 minutos diários de atividade física vigorosa/moderada.

A atividade física também tem benefícios económicos, especialmente porque reduz as despesas com a saúde, aumenta a produtividade e melhora o ambiente físico e social.

Fonte: Direção-Geral da Saúde

02/04/14

PEDALAR PELA SAÚDE

A Holanda apresenta uma das mais elevadas taxas mundiais de utilização da bicicleta como meio de transporte, não obstante o seu clima mais agreste que outros locais do globo. Essa atividade física diária de uma percentagem significativa da população (cerca de 30%) poderá ser um dos fatores protetores de doenças cardiovasculares, oncológicas e obesidade, comparativamente a outros países, que apresentam em média taxas mais altas destas doenças.

 
Em pessoas com doença venosa dos membros inferiores, nomeadamente com insuficiência das veias pequenas safenas (antigamente chamadas veias safenas externas) e em que a cirurgia não seja possível (p. ex. por insuficiência concomitante dos eixos venosos profundos) é muito importante a utilização de meias elásticas durante a prática de ciclismo.


17/02/14

MAIS VALE PREVENIR…

O Dr. David Agus, oncologista e autor do livro O Fim da Doença (Pergaminho, 2013) recomenda 10 formas de reduzir o risco de desenvolver uma doença grave como o cancro ou a demência:
 
1. Consuma alimentos naturais.
2. Evite tomar vitaminas e suplementos.
3. Fale com o seu médico sobre a necessidade de tomar aspirina e estatinas.
4. Participe em programas de rastreio de cancro.
5. Faça exercício regularmente e movimente-se ao longo do dia.
6. Mantenha um índice de massa corporal baixo.
7. Evite o tabaco.
8. Evite a exposição solar direta sem um protetor solar.
9. Evite fontes de inflamação.
10. Tome anualmente a vacina da gripe.
 
Já dizia o médico português Pedro Hispano (1215-1277) no seu Livro Sobre a Conservação da Saúde, “que é mais útil prevenir as doenças do que, uma vez contraídas, andar a pedir um auxílio, que provavelmente é impossível”.

05/02/14

A ATIVIDADE FÍSICA DEVE SER UM HÁBITO DIÁRIO


O Professor Manuel Carrageta, distinto cardiologista português e autor do livro Como Ter um Coração Saudável, refere que “se os benefícios do exercício pudessem ser vendidos sob a forma de comprimidos, a atividade física seria hoje certamente o medicamento mais prescrito pelos médicos” (p. 29). Como isso não é possível, devemos seguir as suas importantes sugestões de tornar a atividade física um hábito diário (p. 97):
 
Em vez de conduzir o automóvel, faça a pé os percursos mais pequenos.
Suba e desça as escadas em vez de tomar o elevador, sobretudo quando se trata de um a dois andares.
Desça do autocarro ou do metro uma estação antes do destino e complete o percurso a pé.
Quando for às compras, estacione o carro num lugar distante do parque.
Quando for possível, vá almoçar ou jantar a pé.
Faça um intervalo para exercício, em vez de intervalo para café.
Faça passeios a pé com a família ou os amigos.

03/02/14

CONSUMO DE FRUTOS SECOS ASSOCIADO A MAIOR LONGEVIDADE



De acordo com um estudo publicado no New England Journal of Medicine em Novembro passado, o consumo regular de uma mão-cheia de frutos secos, sem sal e não fritos, está associado a uma menor taxa de mortalidade devida a doenças cardíacas, respiratórias ou oncológicas.
 
Nesta investigação, quem consumia frutos secos (p. ex. nozes, amendoins, amêndoas, caju) sete ou mais vezes por semana tinha uma taxa de mortalidade 20 % mais baixa do que as pessoas que não ingeriam estes alimentos.
 
O consumo de frutos secos é mais uma medida que poderá contribuir para uma maior longevidade, sobretudo quando associada a outros hábitos saudáveis como o exercício físico e a abstinência tabágica.



30/12/13

ANO NOVO COM MAIS SAÚDE



Na opinião do Dr. Mike Evans, com base em estudos científicos, deveremos aproveitar a mudança de ano para tomar uma resolução que irá contribuir para uma vida mais saudável – por exemplo, deixar de fumar, iniciar uma atividade desportiva, controlar o excesso de peso. A probabilidade de sermos bem sucedidos é 10 vezes superior à de decisões semelhantes tomadas ao longo do ano. Como dizia o pensador chinês Lao-Tsé, “uma longa viagem começa com um pequeno passo”.

26/12/13

PREVENIR A DOENÇA DE ALZHEIMER


A comunidade científica tem informado a sociedade da necessidade de se prevenir a doença de Alzheimer e outras formas de demência. A doença de Alzheimer, reconhecida pelas Nações Unidas como uma doença crónica não-transmissível, é o tipo mais comum de demência, constituindo 50-70% de todos os casos. Segundo estimativas da Alzheimer Disease International, em 2050, só na Europa Ocidental, deverão existir 16 milhões de pessoas com demência.
 
Uma investigação da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, acompanhou 2235 homens durante 35 anos, identificando 5 hábitos que reduzem em cerca de 60% o risco de desenvolvimento de demência:
- Praticar exercício físico regularmente;
- Fazer uma alimentação saudável e equilibrada;
- Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
- Combater o excesso de peso;
 
Na verdade, são os conselhos habituais para uma vida saudável, com menor incidência de doenças cardiovasculares, diabetes e cancro, que a pesquisa também confirmou. A diminuição de 60% do risco de demência, que este estudo revelou nesta amostra, verificou-se nos homens que seguiam pelo menos quatro dos cinco comportamentos saudáveis acima referidos.

09/12/13

DIETA MEDITERRÂNICA: PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

A dieta mediterrânica foi reconhecida pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade devido aos benefícios que apresenta para a saúde, passando a ter uma proteção especial. São característicos da dieta mediterrânica alimentos como as frutas, os produtos hortícolas, cereais integrais, leguminosas, frutos secos, azeite, peixe, carnes brancas, queijo e iogurte, e quantidades moderadas de vinho tinto. Esta alimentação representa os hábitos alimentares mais comuns dos países da bacia do Mediterrâneo.

As principais recomendações deste tipo de alimentação incluem:

Consumir abundantemente produtos hortícolas, frutas, batatas, pão, cereais, leguminosas, frutos secos e sementes;

Moderar o consumo de alimentos processados, tanto quanto possível, preferindo os alimentos frescos, respeitando a sua sazonalidade, o que maximiza os nutrientes obtidos destes alimentos;

Eleger o azeite como a gordura a utilizar em todas as confeções culinárias;

Ingerir por dia uma quantidade de gordura que deve variar entre 25 a 35% do valor total de energia, onde a gordura saturada não deve fornecer mais de 7 a 8% da energia total consumida;

Consumir diariamente moderadas quantidades de queijo e iogurte (preferir produtos com baixa ou inexistente quantidade de gordura);

Consumir 2 vezes por semana quantidades moderadas de peixe e carnes brancas e de 0 a 4 ovos por semana;

Ingerir com pouca regularidade sobremesas doces, que contenham quantidades significativas de açúcar e/ou gordura;

Consumir carnes vermelhas poucas vezes por mês;

Praticar atividade física com regularidade, o que promove um peso saudável e benefícios físicos e psicológicos;

Consumir bebidas alcoólicas, desde que, com moderação, no contexto de uma refeição. As recomendações apontam para 1 a 2 copos de vinho por dia para os homens e 1 copo por dia para as mulheres;

Beber água diariamente em abundância.

Fonte: Associação Portuguesa dos Nutricionistas


02/09/13

COLESTEROL: O QUE PRECISA DE SABER


O colesterol – substância lipídica normal, que circula no nosso sangue ligado a proteínas, pode condicionar ao longo dos anos, quando elevado, o aparecimento de aterosclerose: o tipo de arteriosclerose que facilita a progressiva ou súbita obstrução das nossas artérias, dificultando a passagem do sangue, e provocando as mais graves doenças cardiocerebrovasculares: angina de peito, enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, etc. Estes perigos derivam essencialmente da sua fração LDL (Low Density Lipoproteins) enquanto a fração HDL (High Density Lipoproteins) funciona como protetora. Quanto mais altos forem o colesterol total e a fração LDL (“colesterol mau”) pior, e quanto mais elevado o HDL (“colesterol bom”), melhor.
  
2. Os níveis de colesterol podem subir gradualmente com a idade dependendo de muitos fatores, uns genéticos (por exemplo hipercolesterolémia familiar), alguns síndromes metabólicos, outros derivados do nosso estilo de vida: erros alimentares, falta de atividade física, etc. É sobre estes últimos que podemos atuar – procurando corrigir a alimentação, o sedentarismo e o excesso de peso, para que o colesterol suba menos (e isso é também verdadeiro mesmo quando há tendência genética).
  
3. Todos nós, devemos procurar saber o valor do nosso colesterol no sangue: “saiba o seu número” dizem os americanos.
• Se for normal (igual ou menor que 190 mg/dl) só é preciso repetir a análise em novo check-up (cada 3 ou 4 anos).
• Entre 190 e 220 deve adotar uma alimentação mais “correta, equilibrada e inteligente” e um estilo de vida mais saudável (isto é sem tabaco e com mais exercício) e repetir a análise dentro de 2 ou 3 meses, falando com o seu médico sobre o seu risco em conjunto com os outros fatores de risco de doença cardiocerebrovascular, sexo, idade, tabaco e açúcar no sangue.
• Se for maior que 220 mg., consulte o seu médico de família, pois poderá ter de fazer mais qualquer coisa, p. ex. medicamentos.
• Se for menor do que 150 é bom, mas deverá ouvir também o seu médico.
• O tratamento deverá trazer o colesterol total para valores ≤190 e o LDL para ≤115. Todavia, se já é doente cardiocerebrovascular, ou tem doentes precoces na família, aponta-se para LDL ≤100 (alguns pedem 70). O HDL deverá ser maior que 45 na mulher e 40 no homem.
  
4. A necessidade de conhecer o valor do colesterol no sangue é imperiosa, inclusive nas crianças – cuide bem dos seus sub-20 (dos 0 aos 19 anos de idade) no caso de terem antecedentes familiares de doença ou mortes precoces por patologia aterosclerótica: doença cerebrovascular, doença coronária ou de outras artérias (membros inferiores, etc.), ou grave hipercolesterolémia (isto é, maior que 300 mg/dl) ou com manifestações cutâneas suspeitas – xantelasmas ou xantomas – que são acumulações de colesterol sob a pele, mais frequente nas pálpebras ou nos cotovelos. Em todos os casos a prevenção ativa (dieta e exercício) ajuda a reduzir os riscos.
 
5. Devem vigiar o colesterol com particular cuidado, todos os fumadores, os doentes diabéticos (ou com intolerância à glicose) e todos os que tenham hipertensão arterial ou doença vascular (p. ex. cerebral, coronária, das carótidas ou dos membros inferiores).
  
6. A principal arma para prevenir o aumento do colesterol é a alimentação.
Uma alimentação correta, equilibrada, saudável e inteligente implica:
• Um nível baixo na quantidade total de gordura.
• Eliminar o mais possível as gorduras ditas “saturadas” (gorduras da carne, manteiga, queijo e leite gordos, ovos, miolos e vísceras, gorduras vegetais tratadas industrialmente (margarinas duras) ou transaturadas por sucessivas frituras.
• Preferir gorduras vegetais, mono ou poli-insaturadas (azeite e outros óleos vegetais como milho, girassol, soja, grainha de uva) ou gordura de peixe (também monoinsaturada).
• Preferir carnes brancas (p. ex. de aves: frango, peru, tirando-lhes a pele).
• Consumir peixe 3 ou 4 vezes por semana (ricos em ácidos gordos ómega 3 ou ómega 6, que são particularmente benéficos).
• Aumentar muito o consumo de vegetais (para mais de 400 gr. por dia): sopas de hortaliças, todos os legumes, saladas, fruta.
• Optar por um maior consumo de cereais (pão de segunda ou preparados ricos em fibras como p. ex. trigo ou arroz integral, farelo ou gérmen de trigo).
• Consumir mais leite magro ou outros produtos lácteos (iogurtes, queijo, etc.) também magros.
• Pode consumir bebidas alcoólicas, mas apenas de forma moderada (2 ou 3 dl de vinho tinto/dia ou 2 cervejas), se já tiver esse hábito e não tiver contraindicações (doença do fígado, excesso de peso ou obesidade).
  
7. Contribuem também para reduzir os efeitos do colesterol aumentado (ou mesmo reduzir o colesterol LDL e aumentar o HDL) a correção de algumas atitudes e comportamentos de risco, e de alguns fatores biológicos, a saber:
• Reduzir o excesso de peso e a obesidade, se possível para o peso normal (não exceder em Kg os centímetros acima do metro. Outra forma de avaliação será o índice de massa corporal (manter entre 18,5 e 25 kg/m2).
• Reduzir o perímetro do abdómen para menos que 82 cm para as mulheres e 94 cm para os homens.
• Vigiar a glicemia (< 126 mg em jejum ou hemoglobina glicada < 6%) e prevenir ou tratar a diabetes.
• Controlar a hipertrigliceridémia (para menos que 150 mg/dl após 12h de jejum), com atenção especial ao álcool e ao abuso de açúcar e doces, outros hidratos de carbono, e total de calorias.
• Reduzir o stress excessivo na vida de todos os dias.
• Diminuir o sedentarismo aumentando a atividade física diária – passeio a pé de 30 a 60 min/dia todos os dias, ou iniciar mesmo uma atividade desportiva (após exame médico).
  
8. O tratamento da hipercolesterolémia depende, na maioria dos casos, da dieta (para baixar o colesterol LDL - o “mau”), do exercício (que faz baixar o colesterol total e o LDL e subir o colesterol HDL - o “bom”), da medicação se for necessária, e do controlo médico dos outros fatores de risco que, para níveis iguais de colesterol, agravam muito os seus efeitos prejudiciais:
• Tabaco (parar já).
• Hipertensão arterial (normalizar a pressão para valores ≤ 130/85 mm Hg ou 120/80 mm Hg se for diabético ou tiver doença renal crónica).
• Diabetes ou intolerância à glicose (controlar com dieta e exercício, ou também com medicação).
• Obesidade e excesso de peso – corrigir com dieta e exercício, e eventualmente com medicação, aconselhamento nutricional e acompanhamento psicológico.
  
9. Quando a hipercolesterolémia não normaliza com dieta rigorosa (em termos de gorduras saturadas, e de colesterol, na alimentação) e com o incremento da atividade física (para além dos passeios diários a pé) pode ter de recorrer a uma terapêutica farmacológica: são vários os medicamentos ativos que baixam o colesterol “mau”, e alguns até fazem subir o “bom”. Podem mesmo associar-se novos medicamentos que começam por reduzir a absorção intestinal das gorduras. A responsabilidade e orientação destas terapêuticas cabem ao seu médico assistente.
  
10. De notar que todas as recomendações que atrás fizemos (para prevenir ou reduzir a hipercolesterolémia) se tornam particularmente importantes, ou mesmo obrigatórias, se se tratar de pessoas que já tiveram qualquer manifestação clínica de:
• Insuficiência vascular cerebral (isquemia transitória, ou mesmo trombose ou hemorragia cerebral)
• Doença das artérias coronárias (angina de peito, enfarte do miocárdio ou arritmias graves)
• Insuficiência arterial periférica (vasos do pescoço, dos membros ou de outros territórios vasculares).
 
Fonte: Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva (Prof. Fernando de Pádua)

03/06/13

CARTILHA DA SAÚDE

 
Nunca é demais relembrar os principais conselhos para uma vida mais saudável. Esta cartilha da saúde foi elaborada pelo Prof. Fernando de Pádua, distinto cardiologista português.
1. Faça uma atividade física todos os dias (pelo menos um bom passeio a pé, desporto quando possível);
2. Coma mais verduras (legumes ou fruta 4 vezes ao dia), menos gorduras (prefira o azeite e corte nos fritos) e menos doçuras (pouco açúcar e poucos doces);
3. Não fume (pare já, ou nunca comece);
4. Reduza o álcool (só 3dl de vinho ou 2 cervejas por dia, e zero se for conduzir);
5. Reduza o sal (tire o saleiro da mesa e use pouco na cozinha);
6. Controle o peso, o açúcar, as gorduras e a tensão arterial (porque a obesidade, a diabetes, as dislipidémias e a hipertensão arterial são “doenças silenciosas”).

06/02/13

EXERCÍCIO FÍSICO E LONGEVIDADE


Um estudo realizado pelo Departamento de Epidemiologia Clínica do Instituto IDI-IRCCS, de Roma, publicado em Dezembro de 2012, revelou que andar a pé ao ar livre, durante pelo menos 15 minutos, quatro vezes por semana, reduz em 40 % o risco de morte em pessoas com idade avançada (a idade média da população estudada era de 80 anos). Os mecanismos envolvidos nesta diminuição do risco de morte prematura incluem uma melhoria do sistema imunológico, tonificação muscular, melhoria da saúde mental e menor tendência para a depressão. Os resultados deste estudo recente corroboram outras investigações que comprovam as vantagens do exercício físico regular em todas as idades.

19/03/12

SER SEDENTÁRIO É MAU PARA A SAÚDE

Um dos primeiros posts que publiquei neste blogue, no início de 2010, referia-se à importância do exercício físico para a saúde. O vídeo seguinte, dobrado em espanhol, é uma das apresentações mais didáticas que vi até agora sobre os efeitos benéficos do exercício.


17/10/11

ATIVIDADE FÍSICA E SAÚDE

Os benefícios para a saúde da atividade física regular são bem conhecidos desde há vários anos. Um estudo recente, publicado na revista Lancet, revelou que bastam 15 minutos diários ou 90 minutos semanais de exercício físico de intensidade moderada para proporcionarem uma redução da mortalidade e aumento da esperança previsível de vida. Estes resultados aplicam-se a todos os grupos etários e a ambos os sexos.

Conforme sublinham os responsáveis por este estudo, "saber que com apenas 15 minutos de exercício por dia se pode reduzir substancialmente o risco de morte pode encorajar mais pessoas a desempenhar algum tipo de atividade física nas suas vidas ocupadas".

23/05/11

10 CONSELHOS PARA CONTROLAR O STRESS

Na União Europeia, o stress é atualmente o segundo problema de saúde mais comum relacionado com o exercício de uma profissão, a seguir às dores lombares. Afeta também a vida familiar e é uma causa reconhecida de várias doenças físicas e mentais. Enquanto as férias não chegam, deixamos-lhe 10 conselhos para o controlar.
 
1. Procure entender o que lhe causa stress, ou seja, a que é que é mais particularmente sensível. Só reconhecendo conscientemente o que mais o afeta pode tentar evitá-lo, ou conseguir ajudas e construir defesas.

2. Arranje algum tempo para si, seja você mesmo. Diariamente, semanalmente ou mensalmente, dentro das suas possibilidades, guarde algum tempo para se conhecer a si próprio e pensar na sua vida.

3. Procure realizar os seus objetivos, mas avalie as suas possibilidades ou dificuldades: não  exija de si o que não pode dar, nem deixe que outros o exijam. Reconheça os seus limites e não hesite em pedir ajuda concreta, quando em stress excessivo, à sua rede de amigos, às redes de apoio comunitário, ao seu médico de família ou mesmo a um especialista.

4. Não reprima os seus sentimentos, emoções ou opiniões. Não guarde raiva nem rancor. E não deixe os seus problemas em suspenso: procure resolvê-los.

5. Procure gerir o seu tempo e saiba aquilo que tem de enfrentar diariamente, se não conseguir prevenir ou evitar as situações que lhe causam stress, e de modo algum pense acabar totalmente com ele! Um pouco de stress e emoção parecem ser essenciais nesta vida mas como diz o povo "tudo o que é demais é erro”.

6. Pare e reflita se começar a sentir-se irritado ou fatigado quando acorda, se tem insónias ou ansiedade: interrogue-se sobre o seu estilo de vida e o que pode fazer para o corrigir. Um conselho: use o seu sentido de humor face a determinadas contrariedades.

7. Aprenda a quebrar a tensão recorrendo à atividade física diária, pelo menos um pequeno passeio a pé, ginástica ou outros desportos (p.e. ténis, ciclismo, natação) para espairecer.

8. Não se esqueça de que um dos perigos do stress está em facilitar acidentes, de toda e  qualquer espécie: no trabalho ou no lazer, no desporto ou na condução.

9. Coma devagar uma alimentação equilibrada. É importante que esteja bem alimentado, sem  excessos. É importante que pare para comer, e, se possível, faça um pequeno passeio a seguir.

10. Os Centros de Convívio ou de Acolhimento, de Igrejas, de Autarquias ou de ONGs,  representam ajuda importante para o combate ao isolamento e ajuda para vencer o stress e a angústia que se lhe associam. Isto sem esquecer os seus amigos e familiares. Fortaleça todas as relações.

Fonte: Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva.

04/02/11

Seven Habits (to Break) of Highly Effective People

GEORGE T. GRIFFING, MD

During these tough financial times, many people feel they have to push themselves to unhealthy levels in order to succeed. But high-pressure jobs and long hours take a real toll on their immediate and future health. Whether running for president, moving up the corporate ladder, or juggling the family's activities, success may come at a hefty cost.
The 7 worst habits of these workaholics include:

1. Forgetting to relax: Some stress can be good because it keeps you alert and motivated; too much stress, however, will take its toll on your body.
2. Eating on the go: Who has time to sit down for a healthy lunch? But beware of frozen meals, fast, and processed food that can be high in sodium, calories, and fat.
3. Putting off sleep for work: Lack of sleep can cause irritability, difficulty concentrating, memory problems, poor judgment, and obesity.
4. Not making time for exercise: Humans were not designed to sit at desks for 8 hours a day. Exercise has been shown to reduce the risk for nearly every major disease and to help fight anxiety and depression.
5. Working when sick: 3 common-sense reasons to stay home: avoid spreading the infection, you'll be less productive, and you need your rest to get better.
6. Drinking (too much): Moderate alcohol consumption has some proven health benefits, but excessive drinking can lead to alcoholism, liver disease, and some forms of cancer.
7. Skipping annual medical checkups: Depending on age, family history, and lifestyle, a comprehensive medical checkup and special screenings is recommended every 1 to 5 years.

06/01/11

OBESIDADE: UM MAL DO NOSSO TEMPO



Após a quadra festiva, parece-me oportuno alertar para o problema da obesidade, a quem chamam a epidemia do século XXI.

Como se determina ou diagnostica a obesidade e a pré-obesidade?
A obesidade e a pré-obesidade são avaliadas pelo Índice de Massa Corporal (IMC). Este índice mede a corpulência, que se determina dividindo o peso (quilogramas) pela altura (metros), elevada ao quadrado.  Segundo a Organização Mundial de Saúde, considera-se que há excesso de peso quando o IMC é igual ou superior a 25 e que há obesidade quando o IMC é igual ou superior a 30.
No entanto, em certos casos, nomeadamente nos atletas, nos indivíduos com edemas e com ascite, o IMC não é fiável na medição da obesidade, pois não permite distinguir a causa do excesso de peso.

Qual é o tratamento adequado para a obesidade?

O tratamento médico para a obesidade passa pela combinação de dieta de baixas calorias, modificação comportamental, e aumento da atividade física. Quando com a modificação do estilo de vida não se consegue atingir os objectivos é necessário o uso de fármacos anti-obesidade.
O problema deste tipo de tratamento ou abordagem é a incapacidade de muitos doentes obesos perderem peso ou manterem o peso anteriormente perdido. Nos casos de obesidade grave - IMC superior ou igual a 40 kg/m2 ou superior a 35 com morbilidade - que tenham pelo menos cinco anos de evolução da sua obesidade e múltiplos tratamentos médicos ineficazes, a cirurgia pode ser recomendada.

Que tipo de benefícios se pode esperar com a perda de peso?

A perda de peso, mantida a longo prazo, é fundamental. São inúmeros os benefícios que acarreta para a saúde em geral e para a melhoria da qualidade de vida. Reduz, igualmente, a mortalidade e contribui inexoravelmente para a melhoria das doenças crónicas associadas. Pequenas perdas de peso (diminuição de cinco a dez por cento do peso inicial) melhoram o controlo glicémico, reduzem a tensão arterial e os níveis de colesterol.
Sentirá também menos dificuldades respiratórias, benefícios na apneia do sono e na sonolência diurna, bem como nos problemas osteoarticulares (variáveis em função da lesão).

Qual é o impacto da perda de peso na doença cardiovascular e hipertensão arterial?

A perda de peso reduz o risco cardiovascular, pelos efeitos positivos na redução da tensão arterial e nos processos de hipercoagulação. Nesta melhoria tem grande influência o tipo de regime alimentar adoptado (restrição do sal e gorduras saturadas), a atividade física e a abolição de hábitos tabágicos. A perda de peso intencional reduz a mortalidade nos obesos com doença cardiovascular associada.

Qual é o impacto da perda de peso em crianças e adolescentes obesos?

A perda de três por cento do peso corporal diminui, de forma significativa, a tensão arterial nos adolescentes obesos. Se o programa de emagrecimento incluir exercício físico, as melhorias nos níveis de tensão são mais acentuadas. A perda de peso contribui, também, para reduzir os níveis plasmáticos de triglicéridos e de insulina, bem como para aumentar o colesterol HDL, de modo proporcional à percentagem da perda de peso.
No caso de crianças e adolescentes com diabetes do tipo 2 (habitualmente a do adulto obeso), a perda de peso, embora difícil, é mais eficaz na melhoria do controlo glicémico quando o regime alimentar foi reduzido em hidratos de carbono. A melhoria é também evidente nos casos de esteatose hepática (fígado gordo) e resulta da redução do hiperinsulinismo e do aumento da sensibilidade à insulina.

Onde dirigir-se para diagnosticar e tratar a obesidade?

Ao médico de família no seu centro de saúde. Compete ao médico avaliar o tipo de obesidade e referenciá-lo, se necessário, para as consultas hospitalares de obesidade.

Fonte:http://www.portaldasaude.pt/

02/01/10

EXERCÍCIO FÍSICO: MAIS VALE TARDE QUE NUNCA


“Aqueles que pensam que não têm tempo para praticar exercício físico terão, mais tarde ou mais cedo, de arranjar tempo para a doença.”

Edward Stanley, congressista dos EUA entre 1837 e 1843

“Those who think they have no time for bodily exercise will sooner or later have to find time for illness.”