Mostrar mensagens com a etiqueta TABACO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta TABACO. Mostrar todas as mensagens

17/02/14

MAIS VALE PREVENIR…

O Dr. David Agus, oncologista e autor do livro O Fim da Doença (Pergaminho, 2013) recomenda 10 formas de reduzir o risco de desenvolver uma doença grave como o cancro ou a demência:
 
1. Consuma alimentos naturais.
2. Evite tomar vitaminas e suplementos.
3. Fale com o seu médico sobre a necessidade de tomar aspirina e estatinas.
4. Participe em programas de rastreio de cancro.
5. Faça exercício regularmente e movimente-se ao longo do dia.
6. Mantenha um índice de massa corporal baixo.
7. Evite o tabaco.
8. Evite a exposição solar direta sem um protetor solar.
9. Evite fontes de inflamação.
10. Tome anualmente a vacina da gripe.
 
Já dizia o médico português Pedro Hispano (1215-1277) no seu Livro Sobre a Conservação da Saúde, “que é mais útil prevenir as doenças do que, uma vez contraídas, andar a pedir um auxílio, que provavelmente é impossível”.

03/02/14

CONSUMO DE FRUTOS SECOS ASSOCIADO A MAIOR LONGEVIDADE



De acordo com um estudo publicado no New England Journal of Medicine em Novembro passado, o consumo regular de uma mão-cheia de frutos secos, sem sal e não fritos, está associado a uma menor taxa de mortalidade devida a doenças cardíacas, respiratórias ou oncológicas.
 
Nesta investigação, quem consumia frutos secos (p. ex. nozes, amendoins, amêndoas, caju) sete ou mais vezes por semana tinha uma taxa de mortalidade 20 % mais baixa do que as pessoas que não ingeriam estes alimentos.
 
O consumo de frutos secos é mais uma medida que poderá contribuir para uma maior longevidade, sobretudo quando associada a outros hábitos saudáveis como o exercício físico e a abstinência tabágica.



30/12/13

ANO NOVO COM MAIS SAÚDE



Na opinião do Dr. Mike Evans, com base em estudos científicos, deveremos aproveitar a mudança de ano para tomar uma resolução que irá contribuir para uma vida mais saudável – por exemplo, deixar de fumar, iniciar uma atividade desportiva, controlar o excesso de peso. A probabilidade de sermos bem sucedidos é 10 vezes superior à de decisões semelhantes tomadas ao longo do ano. Como dizia o pensador chinês Lao-Tsé, “uma longa viagem começa com um pequeno passo”.

26/12/13

PREVENIR A DOENÇA DE ALZHEIMER


A comunidade científica tem informado a sociedade da necessidade de se prevenir a doença de Alzheimer e outras formas de demência. A doença de Alzheimer, reconhecida pelas Nações Unidas como uma doença crónica não-transmissível, é o tipo mais comum de demência, constituindo 50-70% de todos os casos. Segundo estimativas da Alzheimer Disease International, em 2050, só na Europa Ocidental, deverão existir 16 milhões de pessoas com demência.
 
Uma investigação da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, acompanhou 2235 homens durante 35 anos, identificando 5 hábitos que reduzem em cerca de 60% o risco de desenvolvimento de demência:
- Praticar exercício físico regularmente;
- Fazer uma alimentação saudável e equilibrada;
- Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
- Combater o excesso de peso;
 
Na verdade, são os conselhos habituais para uma vida saudável, com menor incidência de doenças cardiovasculares, diabetes e cancro, que a pesquisa também confirmou. A diminuição de 60% do risco de demência, que este estudo revelou nesta amostra, verificou-se nos homens que seguiam pelo menos quatro dos cinco comportamentos saudáveis acima referidos.

27/11/13

10 DICAS PARA DEIXAR DE FUMAR

O tabaco mata milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que fumar constitui a principal causa de cancro do pulmão e de uma série de outras doenças, nomeadamente cardiovasculares. De facto, o tabagismo faz mais de cinco milhões de vítimas todos os anos, o que significa que a cada seis segundos morre um fumador.
  
De igual forma, a exposição ao fumo do tabaco ambiental também mata 600 mil de fumadores por ano. O tabaco contém mais de 4.000 substâncias químicas, algumas com efeitos tóxicos e irritantes.
  
Só no fumo foram identificadas mais de 40 substâncias capazes de provocar cancro. Substâncias que existem tanto na folha do tabaco, como provenientes do processo de produção e nos aditivos químicos, na folha e na cola.
  
Os riscos para a saúde decorrentes do consumo de tabaco são muitos, sendo um dos principais o cancro dos pulmões, sendo que mais de 75% dos casos são provocados pelo tabaco. O cancro do sistema respiratório, que engloba brônquios, pulmão, traqueia e faringe, também aparece associado aos hábitos tabágicos.
  
Só um pequeno número de fumadores é capaz de manter níveis muito baixos de consumo e deixar de fumar com facilidade. A maior parte dos consumidores têm sérias dificuldades em abandonar este hábito.

 
Para estas situações, existem atualmente apoio médico, medicamentos e apoio de natureza comportamental. Sugerimos os seguintes dez passos para deixar de fumar:
 
1. Motivação é o primeiro passo. Faça uma lista dos motivos que, para si, justificam a decisão de deixar de fumar. (exemplo: poupar)
2. Conheça melhor os seus hábitos tabágicos: situações em que fuma habitualmente, quando toma café, ao telefone. Anote os cigarros que lhe dão mais prazer;
3. Escolha o Dia D: Fixe um dia para deixar de fumar. Uma data simbólica, o aniversário, as férias, ou simplesmente o início do fim-de-semana;
4. Anuncie aos seus amigos e no local de trabalho que a partir dessa data não vai voltar a fumar;
5. Nas semanas anteriores ao dia para deixar de fumar prepare-se para a mudança: Releia a lista de motivos, procure atrasar o primeiro cigarro da manhã ou mude de marca de tabaco para uma que goste menos;
6. Pare de fumar no dia escolhido. Coloque o 1º adesivo de nicotina ao acordar no Dia D;
7.  Retire de perto de si todos os objetos relacionados com o hábito de fumar;
8.  Ocupe a cabeça, a boca e as mãos;
9. Alimente-se saudavelmente e faça exercício físico;
10. Evite ambientes onde se fume. Por 2 a 4 semanas "fuja" das pessoas, dos locais e das ocasiões onde se fuma.
 
Fonte: Ciência Online

22/10/13

EFEITOS DO TABACO NO CORPO HUMANO

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Na ligação seguinte, pode observar os efeitos devastadores do tabaco no corpo humano masculino e feminino. Trata-se de um projeto desenvolvido pela Cancer Society of Finland, denominado Tobacco Body.

21/10/13

NÃO FUMAR: UMA QUESTÃO DE BOM SENSO


O tabaco sob a forma de cigarros, charutos, cachimbo ou cigarrilhas, é causa de milhares de mortes prematuras no nosso País, seja por doenças cardiocerebrovasculares seja por cancros do pulmão, laringe, bexiga e vários outros.

Muitas crianças e muitos jovens são também consumidores de tabaco por causas sociais ou comportamentais, ou por falta de informação concreta, sobre os perigos reais para a sua saúde e a sua vida.

O número de fumadores passivos (aqueles que só respiram o fumo dos outros) cresce a par do número de fumadores.

Muitos fumadores querem deixar de fumar e não conseguem, outros não querem mesmo. Mas outros ainda não têm alternativa senão fumar o tabaco dos colegas de trabalho, ou dos familiares fumadores, e também sofrem doenças ou morrem por isso.

Aqui ficam algumas regras que se aplicam a todos:

1. O melhor de tudo é não começar a fumar. Se pensa que, “todos os meus colegas fumam”, seja diferente, seja original, não fume e tente que os seus amigos venham também a ser não fumadores, esclarecendo-os se porventura ainda ignoram os perigos para a sua saúde e a sua própria vida.

É imperioso que aos mais novos tudo seja explicado e discutido atempadamente (em vez de proibir) para que eles não nos acusem mais tarde de não lhes termos dado o conhecimento prévio dos terríveis malefícios e das dificuldades em parar!

2. Pense nas vantagens dos não fumadores: poupam dinheiro, têm um hálito mais fresco, menos rugas e menos constipações; têm mais tempo de vida; têm menos probabilidades de vir a ter cancro no pulmão, nos lábios, na laringe, orofaringe, esófago, pâncreas, bexiga, rim, etc. e também de vir a ter alguma ou algumas doenças cardiocerebrovasculares (acidente vascular cerebral, angina de peito, enfarte do miocárdio, insuficiência cardíaca, morte súbita e isquemia dos membros inferiores), doenças pulmonares como a bronquite crónica ou o enfisema, com grave insuficiência respiratória. A própria osteoporose é agravada pelo tabaco. E não menos importante é ainda a maior frequência de acidentes de estrada e de incêndios por causa do tabaco!

3. Não pense “o tio José sempre fumou e durou até aos 90 anos”. Isso é a exceção, a regra geral não é assim, o fumador (ou a fumadora) morre 10 anos mais cedo do que os que não fumam.  Pense se vale a pena arriscar e sofrer, de que maneira!

4. Nunca é tarde para deixar de fumar. Vale a pena, tem tudo a ganhar. Tente sozinho, ou com a ajuda dos que o amam, mas se não conseguir peça ajuda ao seu médico, ou tente encontrar outro fumador que queira também parar de fumar e entreajudem-se! É mais fácil, e são dois a ganhar!

5. Deixar de fumar é duro e difícil, e alguns recaem: poderá tentar parar várias vezes antes de conseguir parar de vez. Arranje a vontade e acredite que vai valer a pena o esforço: a sua força de vontade é a chave do sucesso.

6. Não espere por começar a sentir-se mal, ou que o médico e as doenças o obriguem. Pare, assim que tomar consciência do que é ser fumador. Se precisar de ajuda há também medicamentos vários para ajudar a cessar de fumar! Desde os substitutos da nicotina, pastilhas, adesivos, e outros que só o médico pode receitar.

7. Ao fumar, pense no mal que isso lhe faz, e pense no mal que isso faz aos outros, os que não fumam, mas que junto de si inalam também o seu fumo: companheira(o), filhos, parentes, amigos, vizinhos, colegas de trabalho, etc. Esteja particularmente atento às crianças e às grávidas.

8. Se está grávida não fume, e convença o pai da criança a não fumar também: o pequeno ser que está dentro de si nem sequer se pode desviar do fumo que tanto mal lhe faz - é obrigado a fumar: fumador coercivo!

Aliás o que devem fazer ambos, é parar de fumar (e de beber) logo que planeiam ter um filho, para que os óvulos  e os espermatozóides sejam mais saudáveis!

9. Se é fumador passivo tenha a coragem de dizer ao seu mais próximo “Não fume por favor, porque isso me incomoda”. O seu direito à saúde e a respirar ar puro é muito importante e tem de ser respeitado – a liberdade dos outros acaba onde começam a nossa liberdade e os nossos direitos!

10. Comece a fazer valer os seus direitos: está a ajudar-se a si, e a ajudar outros fumadores passivos, e até ajuda os fumadores ativos (mesmo que eles o não reconheçam) porque fumarão menos.
 
E já agora ajude-os também a obter um lugar para fumar, quando já não aguentam mais!
 
Fonte: Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva (Prof. Fernando de Pádua)

02/09/13

COLESTEROL: O QUE PRECISA DE SABER


O colesterol – substância lipídica normal, que circula no nosso sangue ligado a proteínas, pode condicionar ao longo dos anos, quando elevado, o aparecimento de aterosclerose: o tipo de arteriosclerose que facilita a progressiva ou súbita obstrução das nossas artérias, dificultando a passagem do sangue, e provocando as mais graves doenças cardiocerebrovasculares: angina de peito, enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral, etc. Estes perigos derivam essencialmente da sua fração LDL (Low Density Lipoproteins) enquanto a fração HDL (High Density Lipoproteins) funciona como protetora. Quanto mais altos forem o colesterol total e a fração LDL (“colesterol mau”) pior, e quanto mais elevado o HDL (“colesterol bom”), melhor.
  
2. Os níveis de colesterol podem subir gradualmente com a idade dependendo de muitos fatores, uns genéticos (por exemplo hipercolesterolémia familiar), alguns síndromes metabólicos, outros derivados do nosso estilo de vida: erros alimentares, falta de atividade física, etc. É sobre estes últimos que podemos atuar – procurando corrigir a alimentação, o sedentarismo e o excesso de peso, para que o colesterol suba menos (e isso é também verdadeiro mesmo quando há tendência genética).
  
3. Todos nós, devemos procurar saber o valor do nosso colesterol no sangue: “saiba o seu número” dizem os americanos.
• Se for normal (igual ou menor que 190 mg/dl) só é preciso repetir a análise em novo check-up (cada 3 ou 4 anos).
• Entre 190 e 220 deve adotar uma alimentação mais “correta, equilibrada e inteligente” e um estilo de vida mais saudável (isto é sem tabaco e com mais exercício) e repetir a análise dentro de 2 ou 3 meses, falando com o seu médico sobre o seu risco em conjunto com os outros fatores de risco de doença cardiocerebrovascular, sexo, idade, tabaco e açúcar no sangue.
• Se for maior que 220 mg., consulte o seu médico de família, pois poderá ter de fazer mais qualquer coisa, p. ex. medicamentos.
• Se for menor do que 150 é bom, mas deverá ouvir também o seu médico.
• O tratamento deverá trazer o colesterol total para valores ≤190 e o LDL para ≤115. Todavia, se já é doente cardiocerebrovascular, ou tem doentes precoces na família, aponta-se para LDL ≤100 (alguns pedem 70). O HDL deverá ser maior que 45 na mulher e 40 no homem.
  
4. A necessidade de conhecer o valor do colesterol no sangue é imperiosa, inclusive nas crianças – cuide bem dos seus sub-20 (dos 0 aos 19 anos de idade) no caso de terem antecedentes familiares de doença ou mortes precoces por patologia aterosclerótica: doença cerebrovascular, doença coronária ou de outras artérias (membros inferiores, etc.), ou grave hipercolesterolémia (isto é, maior que 300 mg/dl) ou com manifestações cutâneas suspeitas – xantelasmas ou xantomas – que são acumulações de colesterol sob a pele, mais frequente nas pálpebras ou nos cotovelos. Em todos os casos a prevenção ativa (dieta e exercício) ajuda a reduzir os riscos.
 
5. Devem vigiar o colesterol com particular cuidado, todos os fumadores, os doentes diabéticos (ou com intolerância à glicose) e todos os que tenham hipertensão arterial ou doença vascular (p. ex. cerebral, coronária, das carótidas ou dos membros inferiores).
  
6. A principal arma para prevenir o aumento do colesterol é a alimentação.
Uma alimentação correta, equilibrada, saudável e inteligente implica:
• Um nível baixo na quantidade total de gordura.
• Eliminar o mais possível as gorduras ditas “saturadas” (gorduras da carne, manteiga, queijo e leite gordos, ovos, miolos e vísceras, gorduras vegetais tratadas industrialmente (margarinas duras) ou transaturadas por sucessivas frituras.
• Preferir gorduras vegetais, mono ou poli-insaturadas (azeite e outros óleos vegetais como milho, girassol, soja, grainha de uva) ou gordura de peixe (também monoinsaturada).
• Preferir carnes brancas (p. ex. de aves: frango, peru, tirando-lhes a pele).
• Consumir peixe 3 ou 4 vezes por semana (ricos em ácidos gordos ómega 3 ou ómega 6, que são particularmente benéficos).
• Aumentar muito o consumo de vegetais (para mais de 400 gr. por dia): sopas de hortaliças, todos os legumes, saladas, fruta.
• Optar por um maior consumo de cereais (pão de segunda ou preparados ricos em fibras como p. ex. trigo ou arroz integral, farelo ou gérmen de trigo).
• Consumir mais leite magro ou outros produtos lácteos (iogurtes, queijo, etc.) também magros.
• Pode consumir bebidas alcoólicas, mas apenas de forma moderada (2 ou 3 dl de vinho tinto/dia ou 2 cervejas), se já tiver esse hábito e não tiver contraindicações (doença do fígado, excesso de peso ou obesidade).
  
7. Contribuem também para reduzir os efeitos do colesterol aumentado (ou mesmo reduzir o colesterol LDL e aumentar o HDL) a correção de algumas atitudes e comportamentos de risco, e de alguns fatores biológicos, a saber:
• Reduzir o excesso de peso e a obesidade, se possível para o peso normal (não exceder em Kg os centímetros acima do metro. Outra forma de avaliação será o índice de massa corporal (manter entre 18,5 e 25 kg/m2).
• Reduzir o perímetro do abdómen para menos que 82 cm para as mulheres e 94 cm para os homens.
• Vigiar a glicemia (< 126 mg em jejum ou hemoglobina glicada < 6%) e prevenir ou tratar a diabetes.
• Controlar a hipertrigliceridémia (para menos que 150 mg/dl após 12h de jejum), com atenção especial ao álcool e ao abuso de açúcar e doces, outros hidratos de carbono, e total de calorias.
• Reduzir o stress excessivo na vida de todos os dias.
• Diminuir o sedentarismo aumentando a atividade física diária – passeio a pé de 30 a 60 min/dia todos os dias, ou iniciar mesmo uma atividade desportiva (após exame médico).
  
8. O tratamento da hipercolesterolémia depende, na maioria dos casos, da dieta (para baixar o colesterol LDL - o “mau”), do exercício (que faz baixar o colesterol total e o LDL e subir o colesterol HDL - o “bom”), da medicação se for necessária, e do controlo médico dos outros fatores de risco que, para níveis iguais de colesterol, agravam muito os seus efeitos prejudiciais:
• Tabaco (parar já).
• Hipertensão arterial (normalizar a pressão para valores ≤ 130/85 mm Hg ou 120/80 mm Hg se for diabético ou tiver doença renal crónica).
• Diabetes ou intolerância à glicose (controlar com dieta e exercício, ou também com medicação).
• Obesidade e excesso de peso – corrigir com dieta e exercício, e eventualmente com medicação, aconselhamento nutricional e acompanhamento psicológico.
  
9. Quando a hipercolesterolémia não normaliza com dieta rigorosa (em termos de gorduras saturadas, e de colesterol, na alimentação) e com o incremento da atividade física (para além dos passeios diários a pé) pode ter de recorrer a uma terapêutica farmacológica: são vários os medicamentos ativos que baixam o colesterol “mau”, e alguns até fazem subir o “bom”. Podem mesmo associar-se novos medicamentos que começam por reduzir a absorção intestinal das gorduras. A responsabilidade e orientação destas terapêuticas cabem ao seu médico assistente.
  
10. De notar que todas as recomendações que atrás fizemos (para prevenir ou reduzir a hipercolesterolémia) se tornam particularmente importantes, ou mesmo obrigatórias, se se tratar de pessoas que já tiveram qualquer manifestação clínica de:
• Insuficiência vascular cerebral (isquemia transitória, ou mesmo trombose ou hemorragia cerebral)
• Doença das artérias coronárias (angina de peito, enfarte do miocárdio ou arritmias graves)
• Insuficiência arterial periférica (vasos do pescoço, dos membros ou de outros territórios vasculares).
 
Fonte: Instituto Nacional de Cardiologia Preventiva (Prof. Fernando de Pádua)

19/06/13

OS EX-FUMADORES SÃO IMPARÁVEIS


Sinta-se melhor, cheire melhor, tenha melhor aspeto e mais dinheiro. Se fuma, torne-se num ex-fumador. Hoje, mais de 1 em cada 500 fumadores na Europa estão a deixar de fumar com a ajuda do iCoach. Este serviço muito eficaz de orientação em saúde online fornece-lhe dicas diárias, testes e questionários para o ajudar a lutar contra o tabagismo. O iCoach baseia-se em estudos pioneiros e nos conhecimentos de psicólogos e especialistas em comunicação. 40% das pessoas que comunicaram o seu comportamento tabágico depois de usarem o iCoach durante 3 meses deixaram de fumar. Mais informações aqui.

OS EX-FUMADORES DORMEM MELHOR

Quando somos novos, fumar não nos tira o sono. Mas as coisas mudam à medida que envelhecemos, a insuficiência respiratória faz-nos sentir mais cansados de manhã e os cigarros ao serão geram demasiada adrenalina, o que significa que demoramos mais tempo a adormecer.

OS EX-FUMADORES TÊM MELHOR ASPETO

Acabe com a pele cinzenta e as manchas amarelas nos dedos, e tenha dentes mais brancos e cabelo mais brilhante! Deixar de fumar é, simplesmente, o mais eficaz tratamento de beleza que há na Terra.

OS EX-FUMADORES VIAJAM MAIS

Quando deixamos de fumar, começamos a poupar muito dinheiro. Se fumar um maço por dia, e cada maço custar 3 euros, pode poupar cerca de 1095 euros por ano. Isso daria para pagar umas boas férias, com palmeiras, cocktails de frutas tropicais e muitas experiências inesquecíveis. E, no ano seguinte, poupará novamente a mesma quantia, e no ano a seguir a esse e assim por diante. Isso representa muitas férias, especialmente porque os não fumadores também vivem mais tempo.

OS EX-FUMADORES SÃO MAIS SAUDÁVEIS

Não é novidade, já sabemos. Mas, também não é segredo que morrem, por ano, 650 000 europeus de doenças relacionadas com o tabaco. E desses, só poucos conseguem chegar à velhice. Os benefícios para a saúde de quem deixa de fumar incluem maior capacidade pulmonar, maior resistência e menos infeções respiratórias. Quem deixa de fumar também diminui o risco de doenças oncológicas e cardiovasculares.

Fonte: Exsmokers.eu

03/06/13

CARTILHA DA SAÚDE

 
Nunca é demais relembrar os principais conselhos para uma vida mais saudável. Esta cartilha da saúde foi elaborada pelo Prof. Fernando de Pádua, distinto cardiologista português.
1. Faça uma atividade física todos os dias (pelo menos um bom passeio a pé, desporto quando possível);
2. Coma mais verduras (legumes ou fruta 4 vezes ao dia), menos gorduras (prefira o azeite e corte nos fritos) e menos doçuras (pouco açúcar e poucos doces);
3. Não fume (pare já, ou nunca comece);
4. Reduza o álcool (só 3dl de vinho ou 2 cervejas por dia, e zero se for conduzir);
5. Reduza o sal (tire o saleiro da mesa e use pouco na cozinha);
6. Controle o peso, o açúcar, as gorduras e a tensão arterial (porque a obesidade, a diabetes, as dislipidémias e a hipertensão arterial são “doenças silenciosas”).

04/03/13

O PRAZER DE NÃO FUMAR



O tabagismo é a principal causa de morte prematura evitável nos países desenvolvidos. Em Portugal, morrem mais de 10.000 pessoas todos os anos por doenças relacionadas com o consumo do tabaco. As mais frequentes são as doenças cardiovasculares, como o enfarte do miocárdio e o acidente vascular cerebral, doenças oncológicas, como o cancro do pulmão e de muitos outros órgãos, e doenças respiratórias, como a bronquite, o enfisema e a doença pulmonar crónica obstrutiva.

Fumar afeta todos os órgãos e sistemas do corpo humano, pois o fumo do tabaco contém inúmeras substâncias prejudiciais como a nicotina, o monóxido de carbono, o alcatrão e mais de 100 outros componentes reconhecidamente cancerígenos como benzeno, nitrosaminas, formaldeído e cianeto de hidrogénio. A nicotina é uma substância estimulante do sistema nervoso e responsável pela dependência que o consumo do tabaco ocasiona. Promove o aumento do ritmo cardíaco, da tensão arterial e a libertação de substâncias responsáveis pela sensação de prazer que o tabaco proporciona. O monóxido de carbono é um gás altamente tóxico e poluente, também expelido pelos tubos de escape dos automóveis. Quando entra na corrente sanguínea, liga-se à hemoglobina, impedindo o transporte adequado de oxigénio às células e aumenta a viscosidade do sangue, facilitando a ocorrência de tromboses.

Quando se fuma, introduz-se diretamente nos pulmões uma atmosfera rica em partículas tóxicas, mais concentrada do que qualquer atmosfera poluída, urbana ou mesmo industrial. O consumo de 15 cigarros é suficiente para causar graves mutações genéticas, que potenciam o desenvolvimento de diversos tipos de cancro. O órgão mais atingido é o pulmão, mas o cancro oral, da laringe, esófago, estomago, pâncreas, bexiga, rim, fígado e colo do útero estão também relacionados com o tabagismo ativo ou passivo. As crianças que vivem em casa de fumadores têm maior risco de asma, alergias e infeções respiratórias, por vezes graves.


De todos os fatores de risco cardiovascular conhecidos, como a hipertensão arterial, a diabetes ou a obesidade, o tabagismo é o mais importante. Nos fumadores, o risco de ataque cardíaco e de acidente vascular cerebral é duas vezes superior ao dos não fumadores, o risco de impotência sexual é três vezes superior e o risco de morte súbita é cinco vezes mais elevado. Na minha experiência profissional como cirurgião vascular, quase todos os dias observo os efeitos dramáticos do tabagismo na circulação dos membros inferiores, levando muitas vezes à gangrena e amputação. O tabaco acelera ainda o processo de envelhecimento, o que se traduz no aspeto claramente mais envelhecido dos fumadores. Diversos estudos têm também revelado que fumar não tem um efeito relaxante e redutor do stress, mas pelo contrário cria ansiedade e prejudica a saúde mental.

O encanto e sedução associados ao consumo do tabaco, grandemente explorados pela poderosa indústria tabaqueira, não são mais do que publicidade enganosa que oculta a verdadeira face da doença, dependência e vício. Ainda que, muitas vezes, os efeitos nefastos do tabaco só se manifestem ao final de vários anos, pode-se afirmar, sem exagero, que não existem fumadores saudáveis.

A boa notícia é que vale a pena deixar de fumar, na medida em que diminui de imediato o risco de morte prematura, bem como o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, respiratórias e oncológicas, a médio e longo prazo. Ao fim de um ano de abstinência tabágica, o risco de doença coronária reduz-se para perto de metade, e ao fim de 15 anos, o risco de doenças cardiovasculares e cancro do pulmão passa a ser idêntico ao das pessoas que nunca fumaram.

A determinação de deixar de fumar é fundamental para se contrariar o desejo de fumar e abandonar definitivamente o vício. Existem atualmente consultas de cessação tabágica, por vezes constituídas por equipas multidisciplinares, que incluem apoio psicológico e nutricional. Em alguns casos pode estar indicado um tratamento farmacológico de curta duração.

O prazer de não fumar está relacionado com um melhor estado de saúde e qualidade de vida do que o dos fumadores. Traduz-se, entre outros aspetos, numa melhor capacidade respiratória e cardiovascular, melhor hálito e saúde oral, ou maior capacidade de se apreciar o sabor dos alimentos. Este prazer de não fumar está ao alcance de todos os fumadores que desejem verdadeiramente abandonar este hábito letal e descobrir uma nova sensação de bem-estar físico e mental.

02/01/13

TABAGISMO E DOENÇA VENOSA


Além da associação bem conhecida entre o consumo de tabaco e o aumento exponencial de inúmeras doenças cardiovasculares e oncológicas, está também cientificamente demonstrado que o tabagismo é um fator de risco para o desenvolvimento de varizes.

Mais uma boa razão, entre muitas outras, para os fumadores deixarem de fumar.