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09/01/13

O ABOMINÁVEL EDEMA LINFÁTICO



O edema linfático, ou linfedema, resulta da insuficiência ou obstrução da circulação linfática de um ou mais membros, levando a uma acumulação de linfa no tecido intersticial. Inicialmente o aumento de volume do membro (edema) é transitório, mas ao longo do tempo torna-se permanente e irreversível.

Pode resultar de uma anomalia congénita (linfedema primário) ou, mais frequentemente, ser causado por uma infeção cutânea, doença venosa (trombose venosa profunda) ou oncológica, parasitose (elefantíase), cirurgia ou radioterapia (p. ex. no tratamento do cancro da mama). Nestas situações em que há uma causa identificável, o linfedema é considerado secundário.

Uma característica do edema linfático dos membros inferiores é afetar a região dorsal e dedos do pé, o que permite distingui-lo de edemas de outra natureza. O linfedema facilita a ocorrência de processos infeciosos (celulite, linfangite, erisipela), que agravam o quadro clínico uma vez que obstruem os vasos linfáticos.

O diagnóstico pode ser feito a partir da história e observação clínicas. Contudo, a realização de um ecodoppler venoso dos membros inferiores permitirá analisar se existe doença venosa associada.

O tratamento do edema linfático é difícil. Inclui medidas gerais de prevenção, nomeadamente cuidados de higiene adequados, exercício físico, elevação do(s) membro(s) afetados, massagem de drenagem linfática, terapêutica farmacológica e compressão elástica. É também fundamental o tratamento imediato de infeções cutâneas, muitas vezes com antibióticos de largo espetro.

08/11/10

EDEMA LINFÁTICO: UM PROBLEMA CRÓNICO



O edema linfático, ou linfedema, resulta da acumulação de linfa no tecido intersticial, sendo mais frequente nos membros. Nos casos mais avançados, ocasiona grande incapacidade funcional e estética.
  
A grande maioria dos edemas linfáticos devem-se a uma obstrução da drenagem linfática, por doença oncológica ou infeciosa, pós-cirurgia ou radioterapia. Cerca de um quarto das mulheres com cancro da mama desenvolvem linfedema de um dos membros superiores, na sequência de mastectomia e/ou radioterapia.
 
Uma característica peculiar do edema linfático do(s) membro(s) inferior(es) é o envolvimento do pé, ao contrário do que acontece nos edemas de causa venosa, em que geralmente o pé não fica inchado.
O exame mais específico para o diagnóstico de linfedema é a linfocintigrafia. No entanto, sendo um exame invasivo, só deverá ser requisitado em situações excecionais, até porque o exame clínico é muitas vezes suficiente.
 
O tratamento do edema linfático inclui medidas gerais de prevenção, nomeadamente cuidados de higiene adequados e tratamento atempado de infeções cutâneas, exercício físico, controlo de eventual obesidade associada, elevação dos pés da cama (20-30cm), massagem de drenagem linfática (em centros de fisioterapia), terapêutica farmacológica e utilização de meias elásticas (grau III).